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Família Alargada Sagrado Coração de Maria - Província Portuguesa


Uma Caminhada na Fé e no Tempo

Os tempos de agitação radical projectam muitas vezes luz nova sobre injustiças de longa data, levando certos homens e mulheres a começar a tratá-las de uma maneira nova. Tal foi o caso do Père Jean Gailhac, fundador das Religiosas do Sagrado Coração de Maria, em Béziers, uma cidade no sul de França, completamente apanhada pelas consequências turbulentas da Revolução Francesa.

Como jovem sacerdote, foi pedido ao Père Gailhac para substituir temporariamente o capelão do Hospital Central, onde vinham parar todo o género de pacientes: soldados das casernas locais, prostitutas, assim como muitos pobres.

Foi aí que, inesperadamente, se abriu um caminho novo para ele: ajudar as muitas vítimas da prostituição a recuperar a sua dignidade humana.
Com a ajuda dos seus amigos Eugène e Appollonie Cure, abriu o Refúgio onde estas mulheres podiam começar a reconstruir a sua vida. Pouco depois, seguiu-se o Orfanato.
Tais obras eram a expressão concreta do desejo constante do Père Gailhac: conhecer a Deus e tomá-lo conhecido, amar a Deus e fazê-lo amar, mesmo nas circunstâncias mais difíceis da vida.

Em breve, um grupo de mulheres, que partilhavam o mesmo espírito e preocupação, juntou-se a ele. A 24 de Fevereiro 1849, seis delas tomaram conta do Refúgio e do Orfanato, tomando-se os primeiros membros do Instituto das Religiosas do Sagrado Coração de Maria.

Entre elas, estava Appollonie Cure, que enviuvara recentemente.
O Refúgio foi em breve transformado em Preservação para jovens que corriam o risco de cair na prostituição, enquanto o Orfanato se dividiu para responder às necessidades de grupos de diferentes idades.

As Irmãs também não hesitaram em aceitar o desafio de adaptar as suas obras para melhor responderem à realidade de uma situação.

Pouco tempo depois, a França diminuiu as restrições sobre as escolas religiosas e facilitou a educação secundária para meninas.

O Père Gailhac sempre considerara a educação como um meio poderoso e duradouro de formar jovens Cristãs e também de promover a dignidade humana. As escolas tomaram-se então a obra-chave do Instituto, que também rapidamente se tomou internacional.

Em 1871, as RSCM foram para Lisburn, no Norte da Irlanda. Apesar da profunda animosidade enraizada entre Católicos e Protestantes, o Père Gailhac lembrou às Irmãs que deviam abrir-se a todos.

No ano seguinte, um grupo de Irmãs partiu para um Portugal altamente anti-clerical, em resposta a uma leiga que lhes pedira para tomarem conta de uma Escola Inglesa florescente, no Porto.

Depois disso, foi aberta a primeira escola em Inglaterra, na zona da doca em Bootle, perto de Liverpool, enquanto que a fundação em Sag Harbor, New York, foi o resultado de um encontro acidental com outra leiga, Sarah Peter.

Uma revolução em Portugal obrigou um grupo de RSCM a fugir para Ubá, Brasil, onde a colaboração com um grupo dedicado de leigos e leigas depressa tomou possível a abertura de uma escola.

Cada uma destas primeiras fundações foi realizada no meio de sérias dificuldades. Não tinha o Père Gailhac avisado as Irmãs para não se surpreenderem?

Onde está a Cruz, aí está Cristo, lembrava-lhes ele.

Também hoje as RSCM não se esquecem disto ao, juntamente com muitos outros, continuarem a missão de Cristo na transformação do mundo "para que todos tenham vida e vida em abundância". (Jo 10, 10)